sábado, 20 de junho de 2015

sexta-feira, 19 de junho de 2015

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Nós nos havíamos conhecido num jantar em Londres durante uma das minhas visitas anteriores à Inglaterra. Foi, de uma forma fantástica e inegável amor à primeira vista. Nenhum de nós dois prestou atenção a qualquer outra pessoa à mesa naquela noite, e concluímos mais tarde que nenhum de nós dois jamais havia sido arrebatado de um modo tão completo e irracional pela força dos nossos sentimentos. Alguns meses depois, quando voltei a Londres para meu ano de licença, ele ligou e convidou-me para jantar. Eu estava a morar numa casa alugada na vila. Por isso fomos a um restaurante ali perto. Para nós dois, foi uma continuação do que havíamos sentido quando nos conhecemos. Fiquei fascinada pela facilidade com que ele me compreendia e desarmada em termos físicos pela sua força vibrante. Muito antes do vinho terminar, os dois sabíamos que já não havia mais condição para recuar.
Estava a chover quando saímos do restaurante, e ele me enlaçou enquanto corríamos, estabanados, para minha casa. Quando chegamos, ele deu-me um abraço apertado que durou muito tempo. Eu sentia a humidade e o cheiro da chuva no seu casaco, sentia seus braços envolta de mim e lembrei-me, com alívio, de como os cheiros, a chuva, o amor e a vida podem ser extraordinários. Fazia muito tempo mesmo que eu não estava com nenhum homem; e, compreendendo esse ponto, ele foi gentil, delicado e totalmente carinhoso. Nós nos víamos com a frequência que era possível. Como nós dois tínhamos a propensão a alternâncias de humor e sentimentos intensos, podíamos nos consolar com facilidade e, pelo mesmo motivo, dar amplo espaço um ao outro sempre que necessário. Falávamos sobre qualquer assunto. Eram quase de assustar sua intuição, inteligência, paixão e sua ocasional melancolia profunda.

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domingo, 14 de junho de 2015

O dia D















E então...

Chegado o momento de te deixar em paz e eu de sentir paz,
em relação a ti.
Ainda ninguém ocupou o lugar.
Acho-me capaz de não voltar a incomodar-te, sim.
Que bom, para ti e para mim.

Flor